Ataques de Pânico: Sintomas e o que Fazer na Crise

Um ataque de pânico não é perigoso, mas é aterrador. Aprende a reconhecer os sintomas, o que fazer nos primeiros minutos e como o tratamento funciona.
Um ataque de pânico é uma onda súbita de medo intenso que atinge o pico em poucos minutos, geralmente entre 5 e 10, e depois começa a ceder. O que o torna tão assustador não é a duração, é a intensidade física: o corpo reage como se houvesse um perigo real e imediato, mesmo quando estás simplesmente no supermercado ou deitado na cama.
Se já passaste por isto, provavelmente pensaste que estavas a ter um enfarte, a perder o controlo ou a enlouquecer. Não estavas. Mas isso não torna a experiência menos real.
Sintomas de um ataque de pânico
Os sintomas são sobretudo físicos, e é precisamente por isso que tantas pessoas acabam nas urgências:
Para se considerar um ataque de pânico, costumam estar presentes quatro ou mais destes sintomas em simultâneo, de forma abrupta.
Porque acontece? A explicação simples
O teu sistema de alarme, a amígdala cerebral, dispara a resposta de luta ou fuga sem que exista uma ameaça real. A adrenalina inunda o corpo e prepara-te para correr: o coração bombeia mais depressa, a respiração acelera, os músculos tensionam. Todos os sintomas que sentes são efeitos secundários desta preparação, não sinais de doença.
O problema é o segundo passo. Interpretas os sintomas como perigosos ("vou ter um enfarte"), o medo aumenta, e o medo alimenta mais sintomas. É este ciclo, e não a adrenalina em si, que transforma um susto num ataque completo.
O que fazer durante uma crise
Estas estratégias não fazem o ataque desaparecer instantaneamente, mas encurtam-no e evitam que escale.
Ataque de pânico ou perturbação de pânico?
Ter um ataque isolado é relativamente comum, sobretudo em fases de stress elevado. Fala-se em perturbação de pânico quando os ataques se repetem e, entre eles, surge o chamado medo antecipatório: o medo de voltar a ter um ataque. É aí que começam os evitamentos, deixar de conduzir na autoestrada, de ir a centros comerciais, de andar de metro, e a vida vai encolhendo.
Esse encolhimento é o verdadeiro problema clínico, mais do que os ataques em si.
Como funciona o tratamento
A terapia cognitivo-comportamental é a abordagem com maior evidência científica no tratamento da perturbação de pânico, com resultados consistentes na maioria dos casos em poucos meses. O trabalho passa por:
Quando procurar ajuda
Vale a pena procurar apoio profissional se tiveste mais do que um ataque, se passas os dias com medo do próximo, ou se já começaste a evitar sítios e situações por causa disso. Não precisas de esperar que piore.
Se te reconheces neste artigo, podes falar comigo e marcar uma primeira consulta, presencial em Paredes ou online. Trabalhamos juntos para que o pânico deixe de decidir por ti.
Queres falar sobre isto?
Se este artigo te fez sentido, o passo seguinte pode ser uma conversa. Marca uma primeira consulta, presencial em Paredes ou online, e vemos juntos por onde começar.
Sessões de 60 minutos, presenciais em Paredes ou online.
Continua a ler
A Tua Cabeça Não Desliga? Quebra o Ciclo da Ansiedade
Descobre os sinais da Ansiedade Generalizada (PAG) e como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar a quebrar o ciclo de preocupação constante.
Ansiedade Social: Sintomas e Como Superar o Medo
Não é timidez. A ansiedade social é o medo intenso de ser avaliado pelos outros. Percebe os sinais e o caminho terapêutico para a ultrapassar.
Como Lidar com a Ansiedade no Dia a Dia: 8 Técnicas
Descobre técnicas práticas e eficazes para gerir a ansiedade e recuperar o controlo da tua vida diária.