Ansiedade

Teste de Ansiedade: Como Saber se Tenho Ansiedade

10 de agosto de 2026
9 min de leitura

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Mulher sentada a uma mesa de madeira junto a uma janela a preencher um questionário de avaliação de ansiedade com luz natural suave

Um teste de ansiedade baseado no GAD-7, com pontuação explicada por uma psicóloga clínica, para perceberes se o que sentes é normal ou merece avaliação.

Perguntares-te se tens ansiedade já é, por si só, um sinal de que algo te está a pesar. Aqui podes fazer o teste de ansiedade GAD-7, validado cientificamente, perceber o que a tua pontuação significa e descarregar um resumo em PDF com as tuas respostas.

Um aviso importante e honesto: nenhum questionário faz diagnósticos. O que ele faz é medir a intensidade dos sintomas e dar-te linguagem para aquilo que sentes. O diagnóstico é sempre clínico.

O que é o teste GAD-7

O GAD-7 (Generalized Anxiety Disorder 7-item) é uma das escalas de rastreio de ansiedade mais usadas em todo o mundo, em consultas de psicologia, psiquiatria e medicina geral e familiar. Foi desenvolvida e validada por Spitzer e colegas em 2006, nos Archives of Internal Medicine, e tem versão portuguesa validada (Sousa et al., 2015). São sete perguntas sobre as últimas duas semanas e demora menos de dois minutos.

Uso-o frequentemente na primeira consulta, não para rotular ninguém, mas para termos um ponto de partida e conseguirmos medir a evolução ao longo da terapia.

Faz o teste de ansiedade

Pensa nas últimas duas semanas. Com que frequência foste incomodado por cada uma destas situações?

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  1. 1. Sentires-te nervoso, ansioso ou muito tenso
  2. 2. Não conseguires parar ou controlar as preocupações
  3. 3. Preocupares-te demasiado com diferentes coisas
  4. 4. Dificuldade em relaxar
  5. 5. Estares tão inquieto que se torna difícil ficares parado
  6. 6. Ficares facilmente aborrecido ou irritado
  7. 7. Sentires medo, como se algo terrível pudesse acontecer
Estes sintomas estão a dificultar o teu trabalho, a tua casa ou as tuas relações?

Esta pergunta não conta para a pontuação, mas vale tanto como ela.

Responde às sete perguntas para veres a tua pontuação.

As tuas respostas ficam apenas neste navegador. Nada é guardado nem enviado para lado nenhum.

O que significa a tua pontuação

0 a 4 pontos, ansiedade mínima

O que sentes está dentro do esperado. Estratégias de gestão de stress e cuidado com o sono costumam ser suficientes.

5 a 9 pontos, ansiedade ligeira

Já há desgaste. Este nível costuma responder muito bem a intervenção breve, com psicoeducação e técnicas de regulação.

10 a 14 pontos, ansiedade moderada

É o ponto de corte habitual para rastreio positivo. Recomenda-se avaliação com um psicólogo.

15 a 21 pontos, ansiedade grave

Há forte probabilidade de uma perturbação de ansiedade com impacto significativo no dia a dia. Procura acompanhamento profissional.

Ansiedade normal ou perturbação de ansiedade?

A ansiedade é uma emoção útil. Prepara-te para lidar com desafios reais, mantém-te alerta antes de uma apresentação, faz-te olhar para os dois lados antes de atravessar. Deixa de ser adaptativa quando reúne estas três características:

É desproporcional

A reação é muito maior do que a ameaça real.

É persistente

Mantém-se semanas ou meses, mesmo sem gatilho identificável.

Limita a vida

Leva-te a evitar situações, pessoas ou lugares.

É essa tríade, e não a intensidade isolada de um mau dia, que distingue ansiedade normal de perturbação de ansiedade.

Sintomas físicos que muita gente não associa à ansiedade

Uma parte das pessoas que acompanho chega depois de vários exames médicos sem alterações. A ansiedade fala muito pelo corpo:

  • Aperto no peito ou sensação de falta de ar
  • Nó na garganta e dificuldade em engolir
  • Tensão no pescoço, ombros e mandíbula, incluindo ranger os dentes
  • Problemas digestivos, náuseas e síndrome do intestino irritável
  • Tonturas, formigueiros e visão turva
  • Cansaço constante e sono não reparador

Se os exames estão normais mas os sintomas continuam, isso não significa que seja imaginação. Significa que a origem é outra.

Resultado alto: o que fazer a seguir

  1. Não te autodiagnostiques nem dramatizes. Uma pontuação elevada é informação, não sentença.
  2. Escreve durante uma semana quando a ansiedade sobe, o que estavas a fazer e o que pensaste. Este registo vale ouro na primeira consulta.
  3. Cuida das bases: sono regular, redução de cafeína e álcool, movimento diário. Não curam, mas baixam a linha de base.
  4. Marca uma avaliação psicológica. A terapia cognitivo-comportamental é a abordagem com maior evidência científica para as perturbações de ansiedade.

Resultado baixo mas continuas preocupado

Acontece com frequência, sobretudo em pessoas muito funcionais que aprenderam a mascarar bem. Se o teste deu baixo mas sentes que algo não está bem, confia nessa perceção. Podes estar a lidar com ansiedade focada num tema específico, com ansiedade social, com ataques de pânico ou com burnout, quadros que este teste não cobre. Se a ansiedade também te está a paralisar nas tarefas e a alimentar adiamentos, vê porque a procrastinação não é preguiça.

Perguntas frequentes

O teste de ansiedade online substitui uma consulta?

Não. Serve para rastreio e monitorização, nunca para diagnóstico. Duas pessoas com a mesma pontuação podem precisar de intervenções completamente diferentes.

Com que frequência posso repetir o teste?

De duas em duas semanas é suficiente. Repetir todos os dias alimenta a verificação constante, que é ela própria um comportamento de ansiedade.

Ansiedade tem cura?

A ansiedade não desaparece, é uma emoção humana. O que muda com a terapia é a relação que tens com ela: deixa de comandar as tuas decisões e volta a ocupar o lugar que lhe compete.

Queres perceber melhor o teu resultado?

Se o teste confirmou aquilo que já suspeitavas, o passo seguinte é simples: uma primeira consulta para avaliarmos o que está a manter a ansiedade e definirmos um plano de trabalho concreto. Presencial em Paredes ou online.

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Inês Barbosa, Psicóloga Clínica · Cédula profissional OPP 14441

Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses. Conhecer o percurso

Este artigo tem finalidade exclusivamente informativa e educativa. Não constitui uma avaliação, um diagnóstico nem uma intervenção psicológica, e não substitui a consulta com um profissional de saúde qualificado. Cada pessoa é única, e a leitura de conteúdos gerais não permite concluir nada sobre o teu caso em particular. A leitura deste texto não cria qualquer relação terapêutica.

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Publicado a 10 de agosto de 2026 · Última revisão clínica a 12 de agosto de 2026

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